Recentemente ampliou sua atuação em um
álbum para crianças, o
Adriana Partimpim (
2004), com o qual obteve grande sucesso em espetáculos e pelo qual ganhou o prêmio
Grammy latino de melhor álbum infantil.
[2]
Carreira
É filha de Carlos Calcanhoto, baterista de jazz e bossa nova, e de Morgada Assumpção Cunha, bailarina e professora de Educação Física. Aos seis anos ganha do avô o primeiro instrumento: um
violão. Aprendeu a tocar o instrumento e também, mais tarde, a
cantar. Logo emergiu nas influências musicais (
MPB) e literárias (
Modernismo Brasileiro). Ficou fascinada pelo
Movimento antropofágico de
Oswald de Andrade,
Tarsila do Amaral e outros nomes daquele movimento cultural.
A vida artística iniciou-se em bares de Porto Alegre, como o
Fazendo Artes, situado próximo à
I Cia. de Guardas do Exército, próximo ao
Parque Farroupilha, e o
Porto de Elis, na av.
Protásio Alves. Também trabalhou em
peças teatrais e depois se lançou em concertos e festivais por todo o país no estilo voz e violão.
Anos 90
O primeiro disco,
Enguiço, lançado em
1990 pela
gravadora CBS, foi muito elogiado e o primeiro sucesso foi
Naquela Estação de Caetano Veloso, no repertório deste, que também trouxe canções de autoria (a faixa-título e
Mortaes) e regravações de clássicos da
MPB (
Sonífera Ilha, do grupo
Titãs,
Caminhoneiro de
Roberto e
Erasmo Carlos,
Disseram que Voltei Americanizada, que fez sucesso na voz de
Carmem Miranda, e
Nunca, do conterrâneo
Lupicínio Rodrigues).
Em
1994, a fórmula dá sinais de cansaço e desgaste devido à exposição excessiva na mídia. Por isso, nesse mesmo ano lançou o
LP A fábrica do poema, com algumas doses de experimentalismo (poemas de
Augusto de Campos,
Gertrude Stein, textos do cineasta
Joaquim Pedro de Andrade e parcerias com
Waly Salomão,
Arnaldo Antunes,
Antônio Cícero e
Jorge Salomão). No terceiro disco, que também foi o último a ter versão em vinil, os destaques foram
Metade e
Inverno. Prosseguiu com o álbum
Marítimo, que simulou uma incursão pela
dance music(
Pista de dança,
Parangolé Pamplona), samplers (
Vamos comer Caetano), e a regravação de
Quem vem para beira do mar, de
Dorival Caymmi. O maior sucesso do disco foi
Vambora, que incluída na trilha de
Torre de Babel, de Sílvio de Abreu, obteve enorme repercussão.
Uma das participações foi uma performance na livraria
Argumento, no
Rio de Janeiro, musicando poemas do poeta português
Mário de Sá Carneiro em
1996. Um deles,
O outro acabou por entrar no CD
Público (
2000), que trazia regravações dos antigos sucessos entre outras canções consagradas e também rendeu um
DVD, lançado no ano seguinte pela gravadora
BMG.
Anos 2000
No ano de
2000, a canção Devolva-me integrou na trilha da novela
Laços de Família (telenovela) tema de Capitu(Giovanna Antonelli) e Fred(Luigi Baricelli), fez um enorme sucesso na época . Em
2004, Adriana lançou o álbum
Adriana Partimpim, uma seleção de canções para crianças. Em
2007, participou da
Cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007 no
Rio de Janeiro. Adriana Calcanhotto lançou o CD
Adriana Partimpim, em que a cantora usou um pseudônimo, utilizado também para o título do disco, feito para crianças, ou como Adriana prefere chamar, “disco de classificação livre”. O título do CD é um apelido de infância e, segundo Adriana, seu pai continua a chamá-la. Esse é o sétimo álbum da carreira e um projeto audacioso iniciado em
1999. Por este magnífico trabalho Adriana recebeu os prêmios “Faz Diferença” do jornal
O Globo, e na categoria “Melhor Disco Infantil”, o
Prêmio Tim e recebeu um disco de ouro, por ter vendido mais de 100.000 cópias no Brasil.
O trabalho mais recente foi o CD
Maré (
2008), uma seleção de canções da nova
MPB. Três cançõess estiveram nas trilhas de novelas da Rede Globo:
Mulher Sem Razão (Composição: Dé Palmeira e Bebel Gilberto - Letra: Cazuza), em
A Favorita;
Três (Composição: Marina Lima/Antônio Cícero), em
Ciranda de Pedra; e
Um Dia Desses (Música: Kassin Letra: Torquato Neto), em
Três Irmãs. Nesse mesmo ano, Adriana aventurou-se pela primeira vez no texto em prosa e lançou o livro
Saga Lusa, no qual relata o "surto" que teve durante uma viagem à
Lisboa.
2010 - presente: "O micróbio do samba", e "Tlês"
Em Outubro de 2012 foi lançado o álbum
Partimpim Tlês, novamente voltado às crianças. O álbum tem músicas de Chico Buarque, Gilberto Gil, Ben Jor, Caymmi e Gonzaguinha.
[4]
Vida pessoal
Livros
Em
2008, Adriana lançou seu primeiro livro, Saga Lusa. O livro é um relato da viagem a
Portugal em sua turnê do disco
Maré. O relato mostra como foram as 120 horas sem dormir e delirando aos efeitos causados por uma mistura de remédios para curar uma forte gripe. A escrita feita nos momentos de
delírio,
insônia e medos torna-se a única atividade que Adriana, sentada em frente ao seu computador realiza e com muito bom - humor. O livro está repleto de passagens engraçadas nos momentos de delírio, onde a própria escritora ri de si mesma.
O livro foi lançado pela Editora Cobogó (Brasil) com capa em 4 cores diferentes e por Quasi Edições (Portugal).